Sem rede
Ridiculamente, as ferramentas cibernéticas agora influenciam pesado minhas relações. O corte cibernético me deixa para baixo. A internet se tornara o instrumento para facilitar as impossibilidades do mundo real. Exatamente o clichê da era. Não deixei de viver o real, mas a rede servia para amenizar saudades, divisões, medos e culpas. As palavras na tela do computador me trazem conforto durante os dias em que nada mais pode acontecer. On line. No more.
Agora, é usar as armas que existem. Agora é mais difícil. É se acostumar com o que não acontece há meses. É não esperar mais. É realmente se distanciar, sabendo um pouco do que acontece do outro lado, mas não o suficiente para diminuir as saudades e dúvidas. . claro que vai passar. E é claro que agora parece que não vai passar, porque é emergencial.
Acabei de sonhar com o que queria fazer. Acordo ainda com aquele gosto de suposta realidade, que torna o dia concreto, o dia a ser vivido, um pouco insuportável. Mas não tenho escolha. Não depende mais só de mim, como quando da morte do outro. O outro não morreu novamente. Está a algumas quadras de mim, palpável e impossível.
terça-feira, dezembro 19, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Quanto tempo vai durar...(tudo)?
De volta. De novo. Mais um blog. Acho que pelas mesmas razões. O blog de razões diferentes é o Freigeist, para resmungar sobre assuntos de trabalho. Anda meio paradão também.
Uma das funções de um blog é servir para ouvidos para sempre surdos. Vou postar aqui o que eu não posso postar para uma pessoa que não curte muito poesia, mas para quem os versos cairiam como uma luva, como caem para mim.
Passagem das Horas
Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra. Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido. Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo. Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri. Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos. E fiquei triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda gente. Mas para toda gente isso foi normal e institivo. Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouca ou demais para mim. Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é em todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagens entre árvores e esquecimentos. (Álvaro de Campos)
Citado por Maria Bethânia no "Imitação da Vida", show de 1997 que marcou a minha e que tem pautado os últimos dias.
De volta. De novo. Mais um blog. Acho que pelas mesmas razões. O blog de razões diferentes é o Freigeist, para resmungar sobre assuntos de trabalho. Anda meio paradão também.
Uma das funções de um blog é servir para ouvidos para sempre surdos. Vou postar aqui o que eu não posso postar para uma pessoa que não curte muito poesia, mas para quem os versos cairiam como uma luva, como caem para mim.
Passagem das Horas
Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra. Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido. Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo. Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri. Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos. E fiquei triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda gente. Mas para toda gente isso foi normal e institivo. Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouca ou demais para mim. Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é em todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagens entre árvores e esquecimentos. (Álvaro de Campos)
Citado por Maria Bethânia no "Imitação da Vida", show de 1997 que marcou a minha e que tem pautado os últimos dias.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Eles entendem tudo
Matéria lúdica e educativa retirada daqui, minha gente.
Primeiro ameaçados de extinção por conta da caça predatória e, mais recentemente, pela dificuldade de acasalamento em cativeiro, os pandas gigantes da China vivem este ano um inédito baby boom graças a uma combinação de dietas, pesquisa de biologia animal e um recurso insólito: os vídeos pornôs com pandas acasalando, que conseguem estimular os ursos chineses a acasalarem através de mecanismos de repetição de comportamento.
Em entrevista à agência de notícias "Associated press", Zhang Zhihe, diretora do Centro de Pequisas de Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu, capital da província de Sichuan, onde fica a reserva de Wolong, afirmou que, nos primeiros 10 meses deste ano, 31 pequenos pandas nasceram em cativeiro na China, dos quais 28 sobreviveram. Ano passado, foram 12 nascimentos. E em 2000, apenas nove. Zhang está na Tailânda, onde foi ensinar aos pesquisadores locais como usar o vídeo pornô para estimular sexualmente os pandas Chuang Chuang e Li Hui, do zoológico de Chiuang Mai, no Norte da Tailândia, dados de presente pela China aos tailandeses.
"Vamos usar o vídeo para fazê-los procriar em janeiro", afirmou o pesquisador tailandês Prasertsak Buntragulpoontawee à AP. "É a mesma lógica que faz alguns chimpanzés fumarem ao verem pessoas fumando ao seu redor".
Zhang Zhihe explica que, no início, os pesquisadores achavam que apenas colocando o casal de pandas juntos fosse suficiente para estimular o desejo animal. Mas os animais em cativeiro demonstravam o que os cientistas chama de "falta de socialização apropriada": "Sem companhias ao redor, quando o macho e a fêmea se encontravam para reproduzir, eles simplesmente se assustavam e acabavam brigando", explicou Zhang.
"No meio selvagem, os machos brigam pelas fêmeas, mas em cativeiro, é como se colocássemos um casal de humanos que não se conhecem juntos e os obrigássemos a fazer sexo".
Uma das saídas foi a criação de um vídeo pornô com cenas — e sons — dos pandas fazendo sexo, que se mostrou efeiciente para acender o desejo dos pandas em cativeiro: "São os sons e imagens do acasalamento que acabam estimulando os ursos", disse Zhang. "Pandas são como seres humanos. Eles entendem tudo".
Matéria lúdica e educativa retirada daqui, minha gente.
Primeiro ameaçados de extinção por conta da caça predatória e, mais recentemente, pela dificuldade de acasalamento em cativeiro, os pandas gigantes da China vivem este ano um inédito baby boom graças a uma combinação de dietas, pesquisa de biologia animal e um recurso insólito: os vídeos pornôs com pandas acasalando, que conseguem estimular os ursos chineses a acasalarem através de mecanismos de repetição de comportamento.
Em entrevista à agência de notícias "Associated press", Zhang Zhihe, diretora do Centro de Pequisas de Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu, capital da província de Sichuan, onde fica a reserva de Wolong, afirmou que, nos primeiros 10 meses deste ano, 31 pequenos pandas nasceram em cativeiro na China, dos quais 28 sobreviveram. Ano passado, foram 12 nascimentos. E em 2000, apenas nove. Zhang está na Tailânda, onde foi ensinar aos pesquisadores locais como usar o vídeo pornô para estimular sexualmente os pandas Chuang Chuang e Li Hui, do zoológico de Chiuang Mai, no Norte da Tailândia, dados de presente pela China aos tailandeses.
"Vamos usar o vídeo para fazê-los procriar em janeiro", afirmou o pesquisador tailandês Prasertsak Buntragulpoontawee à AP. "É a mesma lógica que faz alguns chimpanzés fumarem ao verem pessoas fumando ao seu redor".
Zhang Zhihe explica que, no início, os pesquisadores achavam que apenas colocando o casal de pandas juntos fosse suficiente para estimular o desejo animal. Mas os animais em cativeiro demonstravam o que os cientistas chama de "falta de socialização apropriada": "Sem companhias ao redor, quando o macho e a fêmea se encontravam para reproduzir, eles simplesmente se assustavam e acabavam brigando", explicou Zhang.
"No meio selvagem, os machos brigam pelas fêmeas, mas em cativeiro, é como se colocássemos um casal de humanos que não se conhecem juntos e os obrigássemos a fazer sexo".
Uma das saídas foi a criação de um vídeo pornô com cenas — e sons — dos pandas fazendo sexo, que se mostrou efeiciente para acender o desejo dos pandas em cativeiro: "São os sons e imagens do acasalamento que acabam estimulando os ursos", disse Zhang. "Pandas são como seres humanos. Eles entendem tudo".
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