O candidato
sábado, agosto 23, 2008
Caralho
Você sabe que os tempos andam muito além de sua compreensão quando tal notícia aparece na sua tela.
"Padre lança concurso para eleger a freira mais bonita da Itália"
Vai, irmão, evangeliza as moças.
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terça-feira, agosto 19, 2008
sexta-feira, agosto 15, 2008
segunda-feira, agosto 11, 2008
Houve Sangue
Este blog fez uma tremenda campanha de marketing sem fins lucrativos em prol da continuação de Batman Begins, o assombroso Batman: The Dark Knight. A cobra fumou. Se o primeiro filme já havia deixado os fãs confessos do Morcegão em êxtase - este escriba, por exemplo, adquiriu o DVD - este segundo filme do diretor Christopher Nolan entrou para os anais como o mais radical filme em torno de um personagem de gibi. A excelência técnica somada ao trabalho dos atores e, principalmente, ao roteiro fora-de-série de Nolan e David Goyer possibilitam à película figurar ao lado das grandes histórias de Batman, como Batman: Ano 1 ou A Piada Mortal.
O pulo do gato? Não, não foi o lunático Coringa de Heath Ledger (um espetáculo à parte dentro do filme) mas a grande sacada de Nolan e Goyer de uma das características das grandes histórias de Batman: Batman, apesar de herói do pedaço, não precisa, no contexto da narrativa, ser mais importante que os "civis" que os cercam. Podem reparar que o Bruce Wayne de Nolan é o playboy marrento que Frank Miller forjou para alter-ego do vingador noturno e obsessivo, Alfred Pennyworth não é peça decorativa de set e James Gordon carrega a angústia de ser um tira honesto dentro da engrenagem corrupta de Gothan. O Harvey Dent de Aaron Eckhart superou as expectativas e deu à trama dimensões legitimamente épicas.
A decisão de apostar no trabalho dos atores para o desenrolar da trama foi crucial para que este filme de Batman conquistasse o coração e mente de suas platéias. Sim, e claro, não vamos esquecer da melhor campanha de divulgação já feita em cima de um filme desde o fenômeno A Bruxa de Blair (lembram dele?).
Se por um lado o diabólico Coringa revelou-se para cinéfilos um senhor vilão, outro filme recente mostrou às pessoas o quanto o Lado Negro da Força pode ser a força motriz de um filme. Em Sangue Negro, a tela se povoa de vilões. O filme de P. T. Anderson, um épico à altura de coisas do naipe de O Poderoso Chefão, apresenta não apenas o perverso capitalista Daniel Plainview (um colosso de trabalho de Daniel "Bill, the Butcher" Day-Lewis), mas ainda o fundamental Eli Sunday (Paul Dano). É algo fora da minha compreensão o fato de filmes rarefeitíssimos de dignidade como Titanic e Crash terem faturado o Oscar de Melhor Filme - no caso de Titanic, também levou Melhor Diretor - e Sangue Negro não, ainda que apenas sua seqüência final coloque no chinelo toda a produção cinematográfica apresentada em 2007.

O pulo do gato? Não, não foi o lunático Coringa de Heath Ledger (um espetáculo à parte dentro do filme) mas a grande sacada de Nolan e Goyer de uma das características das grandes histórias de Batman: Batman, apesar de herói do pedaço, não precisa, no contexto da narrativa, ser mais importante que os "civis" que os cercam. Podem reparar que o Bruce Wayne de Nolan é o playboy marrento que Frank Miller forjou para alter-ego do vingador noturno e obsessivo, Alfred Pennyworth não é peça decorativa de set e James Gordon carrega a angústia de ser um tira honesto dentro da engrenagem corrupta de Gothan. O Harvey Dent de Aaron Eckhart superou as expectativas e deu à trama dimensões legitimamente épicas.
A decisão de apostar no trabalho dos atores para o desenrolar da trama foi crucial para que este filme de Batman conquistasse o coração e mente de suas platéias. Sim, e claro, não vamos esquecer da melhor campanha de divulgação já feita em cima de um filme desde o fenômeno A Bruxa de Blair (lembram dele?).
Se por um lado o diabólico Coringa revelou-se para cinéfilos um senhor vilão, outro filme recente mostrou às pessoas o quanto o Lado Negro da Força pode ser a força motriz de um filme. Em Sangue Negro, a tela se povoa de vilões. O filme de P. T. Anderson, um épico à altura de coisas do naipe de O Poderoso Chefão, apresenta não apenas o perverso capitalista Daniel Plainview (um colosso de trabalho de Daniel "Bill, the Butcher" Day-Lewis), mas ainda o fundamental Eli Sunday (Paul Dano). É algo fora da minha compreensão o fato de filmes rarefeitíssimos de dignidade como Titanic e Crash terem faturado o Oscar de Melhor Filme - no caso de Titanic, também levou Melhor Diretor - e Sangue Negro não, ainda que apenas sua seqüência final coloque no chinelo toda a produção cinematográfica apresentada em 2007.
terça-feira, agosto 05, 2008
Mohammed, um brasileiro
Mohammed dos Santos está preso e é notícia há cerca de uma semana em função de um desatino brutal: ele matou sua namorada, Cara Marie, britânica, de 17 anos, deixou o corpo da moça no box do banheiro de casa pra passar a noite na gandaia (uma performance da Mulher Melancia) e, ao voltar, esquartejou o corpo da menina para então jogar as partes num rio. A polícia ainda procura uma perna de Cara Marie.
Apurou-se que Mohammed teria apelado para a brutalidade medonha diante da ameaça de Cara Marie delatar aos pais de Mohammed, que residem na Inglaterra, seu vício em cocaína. Marie, conta-se, apanhava de Mohammed. Mohammed filmava as surras via celular, como registrou em imagens o corpo esquartejado da namorada.
Parece tudo fruto de uma mente perversa e predestinada para o mal que um belo dia resolveu colocar seus demônios internos em ação. Certo? Um desses apresentadores de programas televisivos com recheio de cotidianos violentos já deve ter dito que Mohammed é um vagabundo e drogado, que deveria entrar no pau e coisa pior. Mohammed certamente não é flor que se cheire, mas seu próprio advogado cantou uma boa pedra em entrevista para o G1.
Desde pequeno, segundo o advogado, Santos atirava pedras em viaturas. “Era um sinal de revolta pela perda do pai policial. Depois disso, ele teve alguns problemas com furto e roubo e até com outra tentativa de homicídio, quando adolescente”, disse Trajano.
Mohammed, maior de idade, morava sozinho e não tinha emprego conhecido. Testemunhas disseram que ele era um popular traficante em seu meio. Ele tinha histórico (roubo, furto e tentativa de homicídio) para a prática criminal. Parece que o que faltou foi o Estado fazer a sua parte diante de um criminoso reincidente. Mohammed estava livre, quando deveria estar preso. O flagrante peripatético de sua tentativa de suborno a um policial via telefone enquanto confessava o crime mostra que o rapaz achava provável escapar da cana mais uma vez. Afinal, recordemos, ele saiu pra balada logo após matar a namorada.
Mohammed, me parece, é somente outro reflexo do nosso estado cínico das coisas.

Apurou-se que Mohammed teria apelado para a brutalidade medonha diante da ameaça de Cara Marie delatar aos pais de Mohammed, que residem na Inglaterra, seu vício em cocaína. Marie, conta-se, apanhava de Mohammed. Mohammed filmava as surras via celular, como registrou em imagens o corpo esquartejado da namorada.
Parece tudo fruto de uma mente perversa e predestinada para o mal que um belo dia resolveu colocar seus demônios internos em ação. Certo? Um desses apresentadores de programas televisivos com recheio de cotidianos violentos já deve ter dito que Mohammed é um vagabundo e drogado, que deveria entrar no pau e coisa pior. Mohammed certamente não é flor que se cheire, mas seu próprio advogado cantou uma boa pedra em entrevista para o G1.
Desde pequeno, segundo o advogado, Santos atirava pedras em viaturas. “Era um sinal de revolta pela perda do pai policial. Depois disso, ele teve alguns problemas com furto e roubo e até com outra tentativa de homicídio, quando adolescente”, disse Trajano.
Mohammed, maior de idade, morava sozinho e não tinha emprego conhecido. Testemunhas disseram que ele era um popular traficante em seu meio. Ele tinha histórico (roubo, furto e tentativa de homicídio) para a prática criminal. Parece que o que faltou foi o Estado fazer a sua parte diante de um criminoso reincidente. Mohammed estava livre, quando deveria estar preso. O flagrante peripatético de sua tentativa de suborno a um policial via telefone enquanto confessava o crime mostra que o rapaz achava provável escapar da cana mais uma vez. Afinal, recordemos, ele saiu pra balada logo após matar a namorada.
Mohammed, me parece, é somente outro reflexo do nosso estado cínico das coisas.
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