Ouvido não é penico
Festa SM 3 Anos :: Vitor Araújo, Dom Ângelo & Bernardo Palmeira - Take Five from Site Sobremusica on Vimeo.
Vitor Araújo, Dom Angelo, Bruno Cupim e Gleidson Leite e Bernardo Palmeira - Take Five
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terça-feira, outubro 14, 2008
domingo, abril 13, 2008
Mallu
"Because something is happening here/But you don't know what it is/Do you, Mister Jones?"
Há algo errado quando uma guria paulista de 15 anos lota uma casa em Porto Alegre para apresentar suas músicas e a grande revista de música em circulação no país - que já tratou de entrevistar essa mesma menina na sua última edição - apresenta na capa uma ex-modelo e atual global grávida. Tudo bem que Fernanda Lima sem roupa venda revistas, mas será que não seria o caso de dar mais valor a algo chamado conteúdo editorial?
Eu sei que a moçoila de nome Mallu Magalhães lotou o pequeno espaço chamado "Porão do Beco" porque eu estava lá. Dava para perceber que aquela lotação da casa e a atenção que o público prestava a uma menina não eram coisas ordinárias, era algo digno de nota - havia fotógrafos profissionais, câmeras de tv, gritinhos do público, aquela tensão no ambiente típica de um acontecimento notável.
Pois bem, Mallu, 15 anos, chegou em uma van vestida de terninho à la Dylan e imediatamente se dirigiu ao palco local. Uma vez no palco, a cena era toda dela. O que impressiona de fato, mais do que as músicas, é a sua execução - porque entre uma música e outra e alvo da atenção de mais ou menos 200 pessoas mais velhas que ela, Mallu volta a ser uma menina normal com seus 15 aninhos e a fala tímida e risadas infantis. Durante as músicas, compreende-se na íntegra porque a mocinha virou o fenômeno musical da internet da vez.
Mallu domina o violão e toca melhor ainda um teclado. Ela ainda apresenta-se diante diante de um banjo que descobri que ela tratou de reparar (o instrumento era do pai de uma amiga que iria jogá-lo fora) e também, acompanhada de um tecladista, aquele tecladinho de assoprar cujo nome técnico eu ignoro completamente. E, sim, há a gaita. Suas músicas, batizadas como folk, puxam pro country-rock quando mais animadinhas e Mallu consegue fazer sua vozinha de adolescente soar quase como uma cantora legítima de blues em algumas passagens.
A minha preferida da moça é a deliciosa "Don't You Look Back" que ela toca no banjo mas no show ela apresentou uma beleza de versão para "Folson Prision Blues" (sim, negadinha, The Man In Black). Seu hit "Tchubaruba" tem realmente um quê de Jack Johnson mas não é por essa praia que Mallu caminha. O que fascina, como eu digo, é como ela se porta enquanto canta e toca. Os melhores momentos de Mallu no palco contém vivacidade e simpatia únicas, com aquela malandragem que só conseguimos enquanto jovens (a mim lembrou a interação do jovem Dylan com a platéia em dias felizes do Newport Jazz Festival).
Ao final, com uma platéia que não queria que ela fosse embora do palco, Mallu deu uma canjinha básica com a música fofinha de 2008 "Anyone Else But You", do filme Juno. Nem pareceu que ela estava escaladíssima para ser uma das atrações da próxima Virada Cultural da cidade de São Paulo, mas apenas que era uma menina diante de um enorme brinquedo: nós todos.
"Because something is happening here/But you don't know what it is/Do you, Mister Jones?"
Há algo errado quando uma guria paulista de 15 anos lota uma casa em Porto Alegre para apresentar suas músicas e a grande revista de música em circulação no país - que já tratou de entrevistar essa mesma menina na sua última edição - apresenta na capa uma ex-modelo e atual global grávida. Tudo bem que Fernanda Lima sem roupa venda revistas, mas será que não seria o caso de dar mais valor a algo chamado conteúdo editorial?
Eu sei que a moçoila de nome Mallu Magalhães lotou o pequeno espaço chamado "Porão do Beco" porque eu estava lá. Dava para perceber que aquela lotação da casa e a atenção que o público prestava a uma menina não eram coisas ordinárias, era algo digno de nota - havia fotógrafos profissionais, câmeras de tv, gritinhos do público, aquela tensão no ambiente típica de um acontecimento notável.
Pois bem, Mallu, 15 anos, chegou em uma van vestida de terninho à la Dylan e imediatamente se dirigiu ao palco local. Uma vez no palco, a cena era toda dela. O que impressiona de fato, mais do que as músicas, é a sua execução - porque entre uma música e outra e alvo da atenção de mais ou menos 200 pessoas mais velhas que ela, Mallu volta a ser uma menina normal com seus 15 aninhos e a fala tímida e risadas infantis. Durante as músicas, compreende-se na íntegra porque a mocinha virou o fenômeno musical da internet da vez.
Mallu domina o violão e toca melhor ainda um teclado. Ela ainda apresenta-se diante diante de um banjo que descobri que ela tratou de reparar (o instrumento era do pai de uma amiga que iria jogá-lo fora) e também, acompanhada de um tecladista, aquele tecladinho de assoprar cujo nome técnico eu ignoro completamente. E, sim, há a gaita. Suas músicas, batizadas como folk, puxam pro country-rock quando mais animadinhas e Mallu consegue fazer sua vozinha de adolescente soar quase como uma cantora legítima de blues em algumas passagens.
A minha preferida da moça é a deliciosa "Don't You Look Back" que ela toca no banjo mas no show ela apresentou uma beleza de versão para "Folson Prision Blues" (sim, negadinha, The Man In Black). Seu hit "Tchubaruba" tem realmente um quê de Jack Johnson mas não é por essa praia que Mallu caminha. O que fascina, como eu digo, é como ela se porta enquanto canta e toca. Os melhores momentos de Mallu no palco contém vivacidade e simpatia únicas, com aquela malandragem que só conseguimos enquanto jovens (a mim lembrou a interação do jovem Dylan com a platéia em dias felizes do Newport Jazz Festival).
Ao final, com uma platéia que não queria que ela fosse embora do palco, Mallu deu uma canjinha básica com a música fofinha de 2008 "Anyone Else But You", do filme Juno. Nem pareceu que ela estava escaladíssima para ser uma das atrações da próxima Virada Cultural da cidade de São Paulo, mas apenas que era uma menina diante de um enorme brinquedo: nós todos.
sexta-feira, março 21, 2008
Linda > Yoko
A arte de reacender uma boa polêmica e faturar algum com isso. Por Eduardo Menezes.
Para este blog a equação seria Dylan > [(McCartney > Lennon) < Stones < Hendrix]. Mas isso é outro papo.
A arte de reacender uma boa polêmica e faturar algum com isso. Por Eduardo Menezes.
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Roquenrooooooouul
segunda-feira, janeiro 14, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
terça-feira, dezembro 11, 2007
How the Empire was won
Good Times Bad Times
Ramble On
Black Dog
In My Time Of Dying
For Your Life
Trampled Under Foot
Nobody's Fault But Mine
No Quarter
Since I've Been Loving You
Dazed And Confuse
Stairway To Heaven
The Song Remains The Same
Misty Mountain Hop
Kashmir
Whole Lotta Love (bis)
Rock And Roll (bis)
Londres, 10/12/2007
Good Times Bad Times
Ramble On
Black Dog
In My Time Of Dying
For Your Life
Trampled Under Foot
Nobody's Fault But Mine
No Quarter
Since I've Been Loving You
Dazed And Confuse
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The Song Remains The Same
Misty Mountain Hop
Kashmir
Whole Lotta Love (bis)
Rock And Roll (bis)
Londres, 10/12/2007
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Me dê vóóóódeegaaaa,
Roquenrooooooouul
quarta-feira, novembro 28, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
Whole Lotta Luck
"Congratulations we are very pleased to be able to offer you tickets for the Ahmet Tribute concert at the O2 Arena in London on the 26th November 2007. Please read the below information carefully before you proceed to booking, by continuing to the booking page you are agreeing to all the below."
Um afortunado mineiro recebeu em sua caixa postal o e-mail mais esperado do ano de 2007. Vale a pena acompanhar a saga, porque um dos nossos se deu bem na vida.
"Congratulations we are very pleased to be able to offer you tickets for the Ahmet Tribute concert at the O2 Arena in London on the 26th November 2007. Please read the below information carefully before you proceed to booking, by continuing to the booking page you are agreeing to all the below."
Um afortunado mineiro recebeu em sua caixa postal o e-mail mais esperado do ano de 2007. Vale a pena acompanhar a saga, porque um dos nossos se deu bem na vida.
Led Zeppelin: Dia 26/11 vai ser tudo deles.
domingo, julho 08, 2007
La musica es mi radar
Não sei quando começou a ser assim, mas me recordo perfeitamente de, ainda bem pequeno em Mandaguari, Paraná, ouvir meu pai gravar em fitas k7 "Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas" de Jorge Ben. Ele levava horas para cortar a gravação no tempo certo. Aí também tinha vezes que ele gravava apenas a contagem regressiva em "Errare Humanun Est", e era difícil achar o tempo certo e tal.
No vídeo, Jorge e o suingue em estado bruto.
E depois me recordo, já morando no Rio, do Let It Be. Lá em casa tinha o Let It Be, o Help! e uma coletânia 62-66 dos Bitols e o Let It Be era o meu preferido dos três LPs. Aquela guitarra de "Get Back" e antes da música-título, "Dig It", uma vinheta com um dos melhores sons de violão gravados e que anos mais tardes eu baixei uma versão de 4 minutos. Essas coisas foram deixando uma marca, como o Slash e sua Les Paul, o grunhido que são os acordes iniciais de "Smells Like Teen Spirit", a agonia orquestrada após a queda do operário de "Construção".
E aconteceu que música, qualquer tipo de música desde que bem executada, virou uma espécie de obsessão na minha vida. Sou do tipo que organiza playlist pra tomar banho, por exemplo. Não lembro da última vez que sentei pra ler ou escrever e não houvesse música ao fundo. Toco air guitar, air bass, air drum. Sozinho e em silêncio, acredite, imagino a melodia e faço as pessoas desconfiarem da sanidade do cidadão na última fileira da condução. A microfonia da guitarra de Page antes de começar "Immigrant Song" me tira do chão. O corinho e as primeiras notas de "Gimme Shelter" antes entrar toda a banda me deixa de pau duro.
A ironia é que tenho surdez parcial e não escuto, a rigor, nadra no ouvido esquerdo. E, talvez por medo de ser um fracasso e certamente por preguiça, não sei tocar instrumento nenhum. Meu lance é ouvir e ler sobre, ver os filmes, ir aos shows, conhecer músicos. E nenhum som entre tantos me faz tão bem quanto uma guitarra sendo bem arranhada. Eu, aliás, amo guitarras. Pra quem não toca lhufas, sei por exemplo, no olho, diferenciar uma Telecaster de uma Strato - o que deve ser a maior bobagem do mundo pra qualquer um que não tenha tamanha fixação.
Ontem teve o tal Live Earth, uma bobagem globalizada que um político norte-americano inventou para conscientizar o mundo de que o planeta está sendo destruído. Não, não é um truque eleitoreiro muito bem engendrado pelo cara que foi roubado na Flórida por George Bush anos atrás, na disputa pela presidência dos States. Então esse sujeito resolveu montar um mega-concerto onde uma porrada de artistas tocou pela causa, o hit do momento, o Aquecimento Global. E, como teve gente boa comprando essa roubada - Metallica, Joss Stone, Foo Fighters, Xuxa - descobri que dava pra, com uma conexão foda feito o meu Virtua, entrar na página do lance e achar links para os shows todos, fugindo do Edgard e da Renata Simões falando no Multishow. Consegui ver alguma coisa interessante, como as deliciosas Pussycat Dolls e uma das minhas músicas preferidas, "Doncha" (Está olhando o quê? Não posso gostar de cachorras requebrando numa música genial, não?).
E eis que, durante a apresentação de Shakira - Shakira se chama Shakira Isabel, sabiam? - aparece um cidadão e sua guitarra ao lado da musa. Eu reconheço aquela guitarra, uma Gibson no estilo Lucille, preta e vermelha, de algum lugar da minha memória musical. Essa possuía duas pontes no corpo, uma abaixo e outra acima das cordas. Só poderia ser ela, que eu conheci num especial da MTV Latina, meados dos 90s, nas mãos de Gustavo Ceratti, guitarrista e cantor da Soda Stereo. E foi graças à tal guitarra de Ceratti que ontem, descobri que ele se chama Ceratti e sua banda era a Soda Stereo. Até então, eu tinha o especial na memória e a angústia de não lembrar quem era a banda.
Descoberta feita, saí atrás daquela música maravilhosa. Arrumei via Soulseek boa parte do MTV (Un)Plugged do Soda (Confort Y Musica Para Volar) e seus dois álbuns ao vivo, "El Ultimo Concierto" (A e B), de linda capa. A música do Soda é definitivamente especial e pra quem conhecer, "De Musica Ligera" é deles. Por trás daquela lembrança de um detalhe na guitarra descobri excelentes músicas. O Soda é uma espécie de Legião Urbana portenho, ao vermos a quantidade e emoção de seus fãs durante "el ultimo concierto". E Gustavo Ceratti, o guitar hero da vez, é um talento.
Em tempo, o título do post atual é uma corruptela de "Music is My Radar", do Blur. Outra música excelente. Corra atrás de suas próprias canções. Eu não canso de correr atrás das minhas.
Soda Stereo, "En la Ciudad de la Furia", MTV Latina, 1996.
Não sei quando começou a ser assim, mas me recordo perfeitamente de, ainda bem pequeno em Mandaguari, Paraná, ouvir meu pai gravar em fitas k7 "Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas" de Jorge Ben. Ele levava horas para cortar a gravação no tempo certo. Aí também tinha vezes que ele gravava apenas a contagem regressiva em "Errare Humanun Est", e era difícil achar o tempo certo e tal.
No vídeo, Jorge e o suingue em estado bruto.
E depois me recordo, já morando no Rio, do Let It Be. Lá em casa tinha o Let It Be, o Help! e uma coletânia 62-66 dos Bitols e o Let It Be era o meu preferido dos três LPs. Aquela guitarra de "Get Back" e antes da música-título, "Dig It", uma vinheta com um dos melhores sons de violão gravados e que anos mais tardes eu baixei uma versão de 4 minutos. Essas coisas foram deixando uma marca, como o Slash e sua Les Paul, o grunhido que são os acordes iniciais de "Smells Like Teen Spirit", a agonia orquestrada após a queda do operário de "Construção".
E aconteceu que música, qualquer tipo de música desde que bem executada, virou uma espécie de obsessão na minha vida. Sou do tipo que organiza playlist pra tomar banho, por exemplo. Não lembro da última vez que sentei pra ler ou escrever e não houvesse música ao fundo. Toco air guitar, air bass, air drum. Sozinho e em silêncio, acredite, imagino a melodia e faço as pessoas desconfiarem da sanidade do cidadão na última fileira da condução. A microfonia da guitarra de Page antes de começar "Immigrant Song" me tira do chão. O corinho e as primeiras notas de "Gimme Shelter" antes entrar toda a banda me deixa de pau duro.
A ironia é que tenho surdez parcial e não escuto, a rigor, nadra no ouvido esquerdo. E, talvez por medo de ser um fracasso e certamente por preguiça, não sei tocar instrumento nenhum. Meu lance é ouvir e ler sobre, ver os filmes, ir aos shows, conhecer músicos. E nenhum som entre tantos me faz tão bem quanto uma guitarra sendo bem arranhada. Eu, aliás, amo guitarras. Pra quem não toca lhufas, sei por exemplo, no olho, diferenciar uma Telecaster de uma Strato - o que deve ser a maior bobagem do mundo pra qualquer um que não tenha tamanha fixação.
Ontem teve o tal Live Earth, uma bobagem globalizada que um político norte-americano inventou para conscientizar o mundo de que o planeta está sendo destruído. Não, não é um truque eleitoreiro muito bem engendrado pelo cara que foi roubado na Flórida por George Bush anos atrás, na disputa pela presidência dos States. Então esse sujeito resolveu montar um mega-concerto onde uma porrada de artistas tocou pela causa, o hit do momento, o Aquecimento Global. E, como teve gente boa comprando essa roubada - Metallica, Joss Stone, Foo Fighters, Xuxa - descobri que dava pra, com uma conexão foda feito o meu Virtua, entrar na página do lance e achar links para os shows todos, fugindo do Edgard e da Renata Simões falando no Multishow. Consegui ver alguma coisa interessante, como as deliciosas Pussycat Dolls e uma das minhas músicas preferidas, "Doncha" (Está olhando o quê? Não posso gostar de cachorras requebrando numa música genial, não?).
E eis que, durante a apresentação de Shakira - Shakira se chama Shakira Isabel, sabiam? - aparece um cidadão e sua guitarra ao lado da musa. Eu reconheço aquela guitarra, uma Gibson no estilo Lucille, preta e vermelha, de algum lugar da minha memória musical. Essa possuía duas pontes no corpo, uma abaixo e outra acima das cordas. Só poderia ser ela, que eu conheci num especial da MTV Latina, meados dos 90s, nas mãos de Gustavo Ceratti, guitarrista e cantor da Soda Stereo. E foi graças à tal guitarra de Ceratti que ontem, descobri que ele se chama Ceratti e sua banda era a Soda Stereo. Até então, eu tinha o especial na memória e a angústia de não lembrar quem era a banda.
Descoberta feita, saí atrás daquela música maravilhosa. Arrumei via Soulseek boa parte do MTV (Un)Plugged do Soda (Confort Y Musica Para Volar) e seus dois álbuns ao vivo, "El Ultimo Concierto" (A e B), de linda capa. A música do Soda é definitivamente especial e pra quem conhecer, "De Musica Ligera" é deles. Por trás daquela lembrança de um detalhe na guitarra descobri excelentes músicas. O Soda é uma espécie de Legião Urbana portenho, ao vermos a quantidade e emoção de seus fãs durante "el ultimo concierto". E Gustavo Ceratti, o guitar hero da vez, é um talento.
Em tempo, o título do post atual é uma corruptela de "Music is My Radar", do Blur. Outra música excelente. Corra atrás de suas próprias canções. Eu não canso de correr atrás das minhas.
Soda Stereo, "En la Ciudad de la Furia", MTV Latina, 1996.
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