sexta-feira, agosto 31, 2007

Perguntar ofende?

Dois trens se chocaram no ramal Japeri, no Rio, semana passada, matando 8 pessoas e vitimando centenas na Baixada Fluminense. Parece até ironia, um acidente com meios de transportes por suspeita de má-manutenção com diferença de dias para um outro que despertou tanta comoção pública.

Está tudo lá: autoridades que não cobram serviços decentes, falhas técnicas de manutenção e alguém ganhando dinheiro com o desserviço. Só não estamos falando de vítimas da classe média/alta - quem anda de trem não usa black-tie - ou de governos petistas - o prefeito do Rio é um autêntico Democrata e o governador, apesar de simpático ao presidente, é do PMDB.
E cadê o Cansei? Cansaram?
"Não faremos nada que você não queira, meu bem"

Para quem manja de inglês, vale a pena dar uma conferida na atual matéria de capa da Economist. O Estadão deu no blog de Renato Cruz com o link bonitinho pra história.

Pra quem curte uma teoria da conspiração, essa aqui é das melhores.

Em tempo, não há como o cidadão antenado não ficar cabreiro ao se dar conta de como o Google vem tomando conta de sua vida na rede - ao mesmo tempo em que cada vez mais pode-se resolver as tarefas e decisões plugado. Por exemplo, este defunto autor se loga no Blogger e já pode abrir orkut, Gmail, Gtalk e o que mais for Google na vida sem precisar se logar nos demais, uma vez que já entrou na rede deles.

É como se estivéssemos numa grande e imensa rede dentro da própria internet, uma imensa intranet. Claro, é super-prático. Mas todas as informações que o usuário adquire ou produz estão ali armazenadas na mão dos caras que controlam o que pode ou não figurar no grande site de buscas de toda a rede. Captou?

O princípio de crescimento deles é simples e quase orgânico: quanto mais usuários, mais informação e mais clientes.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Gimme back my alcohol

Reuniões de condomínio? Missas de sétimo dia? Casamento evangélico? Encontro anual dos monitores do AA? Filme iraniano com legendas eletrônicas em alemão?

Pura diversão!
Como dizia o sábio - certamente já bêbado - barriga é sabedoria.

terça-feira, agosto 28, 2007

Everything except compromise

There goes my hero, he's an ordinary guy.

Juro pra vocês que pouca coisa me faz tão bem quanto as primeiras notas de "Like a Rolling Stone". Oh, gal, once upon a time you dressed so fine, you threw the bums a dime in your prime, didn't you?

sexta-feira, agosto 17, 2007

O resto é fumaça


Flamengo 1x0 Fluminense, 16 de agosto de 2007.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Eu estava andando hoje pelo Iguatemi e acabei lembrando que os capacetes do Senna estavam por ali, numa mostra promovida pelo Instituto Ayrton Senna. Fui lá dar uma chegada e vendo os capacetes de perto dava uma nostalgia bacana, misturada com aquelas curiosidades que alguém que só acompanhou as corridas pela tevê tem a oportunidade de descobrir - diferentes tons do amarelo dos capacetes, cicatrizes das pistas (arranhões, manchas), a evolução dos capacetes. Confesso que nem eram tantos, uns 6, mas de alguma forma, aquelas imperfeições e cicatrizes é que davam toda a graça nos capacetes - eram como se fosse um atestado do homem que costumava vestí-los.

Além dos capacetes, havia um legítimo macacão dele, da época da McLaren, e de frente para a roupa, eu consegui aquela sensação que só a proximidade te permite. Acabei me dando conta que nunca havia parado pra pensar se Senna era um homem alto ou baixo, por exemplo. O macacão vestia alguém que tinha coisa de 1.70m ou algo por aí, um homem como eu ou o leitor, nada de anormal. Mas as coisas que ele fazia!

Um dos capacetes, por sinal, o com maior número de pequenos arranhões logo acima da viseira tinha uma legenda que indicava ter sido usado na prova de Donington Park em 93, onde o homem protagonizou uma primeira volta fora do comum. O macacão era o que ele usava naquela vitória no Brasil no mesmo ano, onde o povo invadiu a pista ao final e ele foi carregado. Foi engraçado reparar que as marcas dos patrocinadores são costuradas no tecido e que se parecem muito com qualquer macacão de fantasia de qualquer moleque.

Então aquelas peças todas frias conseguem transmitir um pouquinho do homem Ayrton, que soube como poucos controlar um carro a mais de 300 km/h dentro de uma determinada trajetória. Saí de lá com um pouco mais admiração pelos seus feitos, vendo que, como qualquer um, ele era apenas um homem.